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NR-1 em 2026: prazos, obrigações e o que fazer agora

A gestão de riscos psicossociais deixou de ser boa prática e passou a ser obrigação formal dentro do PGR. Em 2026, a pergunta da fiscalização não é se a empresa se importa com saúde mental — é quais evidências ela consegue apresentar.

O que mudou na NR-1

A Norma Regulamentadora nº 1 estabelece as disposições gerais de segurança e saúde no trabalho e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Com a atualização, os riscos psicossociais passam a integrar explicitamente esse gerenciamento, ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.

Na prática, isso significa que identificar, avaliar, controlar e monitorar fatores como sobrecarga, assédio, baixa autonomia e liderança nociva deixou de ser iniciativa voluntária de RH e virou requisito documentado do PGR.

Prazos e fiscalização

A entrada em vigor foi escalonada, com um período inicial voltado à orientação e adequação antes da aplicação de penalidades. Esse intervalo não é uma dispensa: é a janela para construir o diagnóstico e o plano.

Como o ciclo completo — escopo, escuta, análise, plano de ação e primeiras evidências de execução — costuma levar alguns meses, empresas que ainda não começaram já estão fora do prazo confortável.

O que a fiscalização procura

  • Inventário de riscos que inclua fatores psicossociais, não apenas físicos.
  • Metodologia descrita: como os riscos foram identificados e avaliados.
  • Plano de ação com medidas, responsáveis, prazos e status.
  • Evidência de execução das medidas, não apenas de intenção.
  • Registro de reavaliação periódica e de eventos críticos.
  • Participação dos trabalhadores no processo.

Riscos de não se adequar

Além de notificações e autuações, a ausência de gestão psicossocial fragiliza a empresa em ações trabalhistas por adoecimento mental, nas quais a falta de diagnóstico e de medidas preventivas costuma pesar contra o empregador. Some-se a isso o custo silencioso do absenteísmo, do presenteísmo e da perda de talentos.

Por onde começar agora

  • Diagnóstico primeiro: sem avaliação estruturada, todo plano vira suposição.
  • Envolva SESMT, RH e jurídico: o tema é multidisciplinar por natureza e o registro final vive no PGR.
  • Prepare a liderança: a maior parte dos fatores de risco é gerada ou mitigada na relação direta com o gestor.
  • Documente desde o primeiro dia: conformidade é rastro, não intenção.

A NR-1 é uma exigência legal — mas é também o melhor pretexto que muitas organizações já tiveram para olhar de verdade para quem sustenta o negócio.

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